Por: ALMAS, A. C.
Ao longo da história, o homem tem se perguntado sobre o sentido e o fim
último da vida, da existência, do tempo, do amor, do bem e do mal e,
também, da sexualidade. Sobretudo, parece que ultimamente, mais do que
questionar outras coisas, se questiona sobre a sexualidade. Basta ver
os outdoors nas avenidas, os comerciais na televisão, abrir qualquer
revista, para encontrar alguma coisa sobre a sexualidade. Infelizmente,
não procuramos informações sobre a sexualidade com o Criador da mesma,
mas com outros aprendizes que só têm “meias verdades”, para não dizer
“mentiras completas”, que inclusive nos fazem pensar que Deus não tem
nada a ver com a sexualidade e acreditamos que “outros” podem ter uma
melhor explicação sobre este tema.
Porém não é assim, podemos observar atualmente duas posturas extremistas e equivocadas sobre a sexualidade:
1. Em um extremo, encontra-se a postura hedonista e
utilitarista, na qual o único objetivo é satisfazer os impulsos e os
sentidos, o mais importante é o prazer e a gratificação física, que EU
me sinta bem. O mais grave desta postura é reduzir as pessoas a simples
objetos sexuais e meios para atingir o bem-estar.
2. No outro
extremo, encontramo-nos com a postura que vê a sexualidade como um
tabu, como algo que causa vergonha, que é sujo e indigno, que somente
se pode tolerar para a procriação, alguma coisa parecida com “um mal
necessário”.
Ambas as posturas são erradas, já que a concepção
CORRETA DA SEXUALIDADE (por assim dizer) é a que dá a este aspecto da
vida seu justo valor como um dom de Deus, ofertado ao homem para
fazê-lo co-participante da criação por meio da fecundidade que surge da
entrega de amor esponsal entre o homem e a mulher.
A sexualidade concorda com o plano de Deus quando respeita seus dois fins: UNITIVO E PROCRIADOR.
-
UNITIVO: isto é, quando a sexualidade é um meio para expressar amor.
Por exemplo, os esposos "quando exercem sua sexualidade" realizam um
ato de entrega e, portanto, é bom e lícito que gozem do prazer que a
relação sexual implica. De fato, este prazer físico também é uma
capacidade que Deus dá ao ser humano e que tem como finalidade a união
dos esposos.
- PROCRIADOR: ou seja, que está aberto à vida. Ter a consciência de que o amor em si mesmo é fecundo.
Neste sentido, a sexualidade em si não pode ser considerada como alguma
coisa “má”, ao contrário, desde sua origem provém de Deus e, por
natureza, é BOA; inclusive, por estar unida à fecundidade, poderíamos
chamá-la “sagrada”. No entanto, não devemos esquecer o fato de que,
devido à natureza decaída do homem e como conseqüência do pecado
original, a sexualidade, enquanto não for corretamente entendida e não
estiver dirigida e integrada ao amor, pode chegar a ser uma ocasião de
pecado, isto é, pode prejudicar a relação de amor entre Deus e o ser
humano. Vale a pena lembrar que embora “a carne seja fraca”, todo homem
possui a faculdade da liberdade, a vontade e a inteligência que lhe
permitem viver a sexualidade conforme o desígnio de Deus.
Se
tivermos alguma dúvida sobre o desígnio de Deus para a sexualidade,
podemos aceitar como guia o sexto e o nono mandamento da Lei de Deus,
para que desta maneira descubramos que a sexualidade faz parte de nossa
natureza, sendo uma forma de ser pessoa, e que o ato sexual, exclusivo
do matrimônio, é um presente de Deus para o amor. E, como se fosse
pouco, leva implícito o dom da fecundidade. Portanto, a sexualidade é
BOA porque nos faz semelhantes a nosso Criador, nos faz ser realmente
imagem de um Deus que AMA e que dá VIDA.
















