Por: José Eduardo Moura
Feliz é aquele que não condena a si mesmo no ato pelo qual se decide.
A
cada etapa de nossa vida, vivemos momentos nos quais temos de assumir
novas responsabilidades. As tomadas de decisões são resultados de
aprendizado, vivência, amadurecimento, e normalmente, hesitamos quando
estamos na iminência de uma grande deciSão.
Na tentativa de não sermos derrotados em um
novo empreendimento, fazemos nossos cílculos, imaginamos e projetamos
todos os resultados e conseqüências para um futuro, o qual mal sabemos
se vamos viver. Algumas pessoas consideram que a atitude de decidir
parece ser mais fácil para uns do que para outros; mas, na verdade, com
o passar do tempo, enxergamos as coisas com maior clareza, pois nossas
atitudes e nossa percepção a respeito do mundo se tornaram mais
amadurecidas.
Agora, somos pessoas adultas, precisamos tomar
as nossas próprias decisões. Mas onde poderemos buscar referências
seguras a respeito das nossas intenções? Embora as decisões sejam uma
atitude única e particular, sempre estaremos tomando como referência
conceitos de outras pessoas, que já tenham experimentado aquilo que
intencionamos viver.
Tomemos como exemplo as atitudes de um
empresírio. Antes de assumir o próximo passo em seu empreendimento,
certamente ele irá consultar as estatísticas, seus conselheiros e
somente depois tomarí uma atitude na tentativa de alcançar seus
objetivos. Em nossa vida as coisas não são muito diferentes. Antes de
assumirmos nossas responsabilidades, precisamos avaliar – com
equilíbrio – os nossos propósitos e nossa condição para gerir os
resultados de nossas opções. Assim atingiremos nossos objetivos e
evitaremos arrependimentos.
Por várias vezes admitimos ter
tomado atitudes precipitadas, algumas das quais podemos ainda estar
vivendo as conseqüências por conta das escolhas mal sucedidas. Mesmo
que não seja possível “consultar” o futuro, podemos minimizar os riscos
de uma deciSão evitando a precipitação em se satisfazer com uma
resposta fácil ou ingênua.
A experiência tem demonstrado que
as mais acertadas decisões são aquelas que foram assumidas ao
conhecermos claramente seus objetivos e ao assumirmos verdadeiramente
os seus propósitos. Embora possamos consumir vários dias para discernir
uma escolha, não significa que não haverá situações de adaptações,
mudanças ou sacrifícios.
O desejo em lutar pelo objetivo
proposto nos faz viver a fidelidade de nossa deciSão e o sentimento de
satisfação nos vem quando percebemos que tomamos uma decisão acertada.
Feliz é aquele que não condena a si mesmo no ato pelo qual se decide.
Deus nos abençoe com a clareza sobre aquilo que desejamos fazer.
José Eduardo Moura / www.cancaonova.com
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