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Encontros Regionais de Jovens 2011

4° Traço de maturidade:Avaliação objetiva ou crítca

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"Não julgueis, e não serei julgados. Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos Por que olhas a palha que está no olho do seu irmão e não vês a trave que está no teu? " (Mt 7, 13)



 



 

A pessoa adulta, madura, elabora um mecanismo "quase automático" de auto avaliação e de crítica sobre os fatos e sobre os outros, porque suspeita que ele   como os outros   pode errar. Esta atitude fundamenta se na sincera e cordial aceitação das limitações e fraquezas, origem de todos os erros.

Contrariamente, é próprio da criança aceitar simplesmente, ingenuamente, sem crítica. O adolescente critica e muito (sobretudo o adulto), porém não suspeita, nem lhe interessa saber se está errado. Poderíamos afirmar que o adolescente critica "por esporte"... Mesmo assim, vai formando seu senso crítico-objetivo, se tiver um acompanhamento adequado.

A finalidade da crítica é a análise atenta e, quanto possível, objetiva, do modo de agir das pessoas e do acontecer na sociedade. Isto supõe um processo de identificação de causas, de avaliação de situações e comportamentos e da procura de novas soluções: tudo se dirige à formulação de uma verdade.

O primeiro sinal, início do processo de amadurecimento pessoal, é o começo da auto-reflexão, da auto análise e da autocrítica. Esta atitude é gerada pela consciência de nossa possibilidade de errar e da sincera aceitação da critica que os outros fazem de nós.

Esta atitude, quando habitual, é uma condição realmente eficiente e confiável para:

•    o diálogo construtivo, no respeito consciente da opinião alheia.
•    crítica objetiva e construtiva do ser e agir das outras pessoas.
•    análise e avaliação objetiva dos fatos e acontecimentos.

Porém, para que a crítica seja objetiva e construtiva, deverá respeitar duas condições imprescindíveis.

Em primeiro lugar, um reconhecimento sincero dos aspectos positivos da pessoa ou do fato em avaliação. Sempre existem aspectos positivos. Não descobri los é sinal de imaturidade. Quem não os descobre ou não os quer reconhecer não está preparado para uma crítica madura.

Uma segunda condição: não julgar as intenções (evitando o mecanismo de projeção das próprias). O terreno da intencionalidade é o mais oculto e intimo do ser humano. Estamos sempre correndo o risco de errar no nosso julgamento a respeito dos outros.

Inclusive porque nem nós mesmos, em certas ocasiões concretas, estamos conscientes do "porquê" motivador do nosso agir... (Quem de nós ainda não disse: porque fiz isso... ?) Consequentemente, se nós mesmos desconhecemos nossas motivações mais ocultas, seria justo nos conceder o direito de interpretar e julgar o outro ?

Podemos afirmar que a característica de uma crítica ou autocrítica madura é o dinamismo e o entusiasmo para melhorar e crescer: o otimismo construtivo e criador. Assim, tal tipo de crítica é sempre um estimulo para as pessoas maduras.

Se eu "afundo", se me "magôo" em excesso, se fico "ferido" quando me criticam, certamente será:

•    ou porque psicologicamente não sou maduro.
•    ou porque a crítica não foi objetiva e construtiva.

Isto sempre acontece quando interpretamos as intenções dos outros ou os outros interpretam as nossas.

Observações:

Refletir como tem sido as críticas que tenho feito das outras pessoas e situações de vida: são realmente objetivas, ou são uma projeção da minha própria maneira de ser, pensar e/ou sentir ? Vivo na dependência do que pensam e acham de mim ? Aceito serenamente a minha realidade pessoal ? O meu positivo, minhas limitações e erros, minhas qualidades e virtudes ?