Ao Conselho Nacional e às Coordenações Diocesanas;
Às Coordenações de Grupos de Oração;
A todas as famílias da RCC e sua Juventude;
Aos Sacerdotes e Assistentes Eclesiásticos;
A todos os demais que fazem parte da grande família Renovação Carismática Católica.
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
Dirijo-me a todos vós para tratar sobre o XXVII CONGRESSO NACIONAL DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA.
Estamos a aproximadamente 60 dias de sua realização e destacamos, abaixo, alguns aspectos que poderão nos ajudar a perceber o grau de co-responsabilidade que cada um de nós deve ter para com este evento tão importante na vida da RCC.
Como já é de nosso conhecimento, o Congresso estava previsto para acontecer em Brasília/DF, mas o espaço onde seria realizado o Encontro foi requisitado para reformas, o que impossibilitou que o evento fosse mantido na Capital Federal.
A Coordenação do Congresso identificou que em Guaratinguetá/SP, havia disponibilidade de local, na mesma data, procedendo, assim, sua transferência para esta cidade que, em outras ocasiões, como no memorável Congresso do ano 2000, já havia sediado este evento.
Por tratar-se de um encontro especial e tradicional em nosso calendário, temos o cuidado de marcá-lo com bastante antecedência, tornando-o amplamente divulgado, para que, nas diferentes instâncias da Renovação Carismática, se evitem outras atividades afins nesta data, possibilitando, assim, que o Congresso seja priorizado por todos os interessados em dele participar.
O tema deste ano centraliza-se na FAMÍLIA: “Celebrando Pentecostes em Família”. O lema traz uma promessa bíblica: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família” (At 16,31).
A origem e motivações para isto encontram-se, primeiramente, quando em julho de 2005, o Papa Bento XVI, em carta dirigida à RCC do Brasil por ocasião dos seus 35 anos, nos incentivou, como movimento eclesial, a darmos prioridade à família e a não pouparmos esforços em lutar a seu favor.
Mais recentemente, os bispos, na Conferência de Aparecida, nos disseram:
“Visto que a família é o valor mais querido por nossos povos, cremos que se deve assumir a preocupação por ela como um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora da Igreja” (n. 435).
Irmãos, fazemos parte de um movimento que ama sua Igreja e é sensível à voz de seus pastores, que estão nos solicitando ações urgentes em vista de cuidarmos da família.
Somos testemunhas de que muitas famílias têm sido resgatas através de nossos grupos de oração e de diversas iniciativas de evangelização que surgem da nossa maneira “carismática” de agir.
Mas podemos dar passos ainda maiores. Oramos e trabalhamos para que milhões de lares brasileiros sejam Batizados com o Espírito Santo, mas ainda há muito por ser feito.
O que dizer a respeito daqueles que amamos, que nos são tão especiais, e que ainda não foram alcançados pelo anúncio da salvação?
Um Congresso como este pode ajudar a reavivar a chama do amor que temos por nossas famílias e por todas as famílias. Certamente serão dias de louvor e gratidão a Deus por tudo que já fez, mas também de clamor e de conversão em vista de que sejamos verdadeiros instrumentos para a salvação das famílias.
Por isto, gostaria de convidá-los a não ficar fora deste momento que será (e oramos por isto!) como um novo Pentecostes para as famílias.
Lembrando ainda da Conferencia de Aparecida, onde nos é dito mais de uma vez:
“Esperamos um novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito Santo que renove nossa alegria e nossa esperança.”(n.362)
“Não podemos deixar de aproveitar esta hora da graça. Necessitamos de um novo Pentecostes! Necessitamos sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo, que tem preenchido nossas vidas de sentido, de verdade, de amor, de alegria e esperança!” (n.548)
É-nos perceptível que cresce em nós a consciência de movimento profético, de nossas responsabilidades eclesiais e de nossa participação na vida da nação. Sentimo-nos compelidos a contribuir para que a família católica brasileira receba “um novo Pentecostes” e seja capaz de enfrentar os muitos caminhos de morte, que “dilapidam os bens que recebemos de Deus, através daqueles que nos precederam na fé.” (Doc. Aparecida, n.13), e diante dos quais os filhos de Deus devem dar uma resposta e trabalhar ativamente pela implantação do Reino de Deus.
Sendo assim, contamos com vosso empenho para que nos próximos dias, com o zelo que deve ser próprio de quem coordena ou exerce alguma outra atividade de serviço na RCC, façamos um esforço concentrado para orientar sobre a importância do Congresso, divulgando-o e motivando a todos os irmãos e irmãs da RCC, para que façam um esforço conjunto em dele participar.
Já que os rumos de nosso Congresso quiseram se dirigir para a terra de Frei Galvão, junto à casa da Mãe Aparecida, nos colocamos em oração e desejamos que este evento seja um tempo de graças especiais para toda a RCC.
Vem Espírito Santo
e enche os corações de vossos fiéis!
Maria, Aparecida, rogai por nós!
Frei Galvão, rogai por nós!

















