Capelão universitário aventura-se em um livro sobre o tema
Por Miriam Díez i Bosch
Alguns têm 80 anos. Outros têm 16. Mas todos se apaixonaram e vivenciaram um namoro. O livro do sacerdote Rafael Hernández Urigüen recolhe as experiências de diferentes pessoas e tira conclusões acerca do amor e do ato de apaixonar-se. Trata-se da obra Namoro: Seguros? Ideias para acertar ("Noviazgo: ¿Seguros? Ideas para acertar"), da editora Eunsa.
O livro deste professor e capelão universitário surge como fruto dos seminários mantidos com jovens no instituto universitário em que trabalha, o ISSA, http://www.issa.edu.
O autor explica que a obra oferece pistas práticas para estabelecer um novo diálogo que evite os graves problemas que se estão detectando há anos nos casamentos.
Desde a flechada até o compromisso, o itinerário da obra transcorre detendo-se em breves apontamentos de características práticas e antropologia profunda do gênio feminino, até a explicação da castidade fundamentada em uma antropologia cristã inteligível e bem divulgada.
Como escreve em seu prólogo o professor de psiquiatria Enrique Rojas, quando o amor chega, pode ser cego, mas quando se vai é muito lúcido. Daí a importância de acertar na escolha.
Hernández Urigüen recebeu consultas muito díspares desde a primeira edição do livro, em 2008. Um senhor de 80 anos perguntava por email onde podia adquirir o livro, já que com 50 anos de casado, apaixonadíssimo por sua mulher, jamais a compreendia por completo.
Uma jovem manifestava que depois de ler o livro e o que se afirma acerca da necessidade de respeito, sinceridade e horizonte de compromisso, tinha decidido romper com seu noivo, classificado como romântico, mas imaturo e constantemente infiel.
No livro se insiste na importância do período de namoro para se conhecer, no referido clima de respeito, sinceridade e horizonte de compromisso. Um slogan da obra é: mais vale um trauma no namoro romper se não tem boa perspectiva que um matrimônio traumático.
Mais que perguntar-se: como saberei se isso vai ser para sempre?, o autor propõe uma questão mais audaz: como devo me comportar como nos devemos comportar para que isso seja para sempre?.
Um aspecto muito importante, segundo o autor, é a fé e a graça do sacramentos, que os cristãos veem como ajudas eficazes no cultivo da fidelidade, da ternura e da renovação do amor, também dando e recebendo o inestimável presente do perdão.
O livro recorda o papel fundamental dos sentimentos, que se devem harmonizar com a razão, a vontade e a prudência, para analisar as situações, e para que cada pessoa saiba discernir se está cega ou se a intuição que sente tem fundamento e, sobretudo, futuro.
Na internet, blog de Hernández Urigüen: http://noviazgosegurosideasparaacertar.blogspot.com
Fonte: Zenit.org
















