Na noite de domingo para segunda, perdi o sono. E zapeando pela
televisão, parei para assistir um filme que já havia visto há muito
tempo, e justamente pelo fato de lembrar pouco dele, resolvi assistir
por completo na esperança do sono bater a minha porta. Chama-se: Havoc - Garotas sem Rumo.
Em suma, mostra como um grupo de adolescentes americanos, ricos e sem família podem ser entediados a ponto de perder completamente sua dignidade e honra. Ao fim do filme (e também no decorrer dele) lembrei-me de uma fase da minha vida tão tenebrosa. De como me joguei numa vida vazia, regada a bebidas, saídas, etc. Por misericórdia de Deus não experimentei drogas e nem me entreguei a vida sexual. Mas por um triz. Apenas.
Vendo aquelas meninas no filme sem rumo, drogando-se, entregando-se ao sexo desenfreado (e me questiono qual a diferença entre elas e prostitutas), eu identifiquei esta vida que falei acima. Se não fui para o sexo desenfreado, fui para uma afetividade desenfreada. Se não me droguei, perdi da mesma forma os sentidos com bebidas. Se não experimentei maconha, experimentei cigarro. Não há diferenças. Existiam semelhanças: o grande vazio que era minha vida.
E hoje, podendo olhar para tras, eu só posso me prostar no chão, ajoelha-me e chorar...chorar...com os olhos voltados para Àquele que em 2003 me chamou de filha e restaurou minha dignidade de cidadã do céu, herdeira do tesouro eterno. Ao me lembrar que aquele amor preencheu minha vida,saciou minha sede, e me fez caminhar novamente pela sombra segura de Sua presença.
Posso olhar pelos frutos da minha escolha. O esposo pela qual sempre sonhei, pela família que é coroado com esta vida que é gerada em meu ventre. Não posso deixar de agradecer pelos bens materiais também. Mas vejo o quanto sou indigna de tudo o que o Senhor tem me dado. O quanto pequena sou.
Ficamos tão transtornados com problemas de nossas vidas, que nem paramos para ver em que problema realmente vivíamos antes de conhecê-Lo. O que vivemos hoje, podemos ter a certeza, de que não é problema. Não é fardo. É apenas estar no barco com Jesus. É apenas chorar escamas todos os dias, e tocá-Lo com nosso clamor. Pense bem, o quanto afortunados somos por ter como Pai e Rocha nosso Amado Jesus!
Problema é ter um vazio sem fim, sem rumo. Solução é encontrar diariamente Jesus nas nossas dificuldades que logo encontram resposta, pois somos preenchidos pelo Espírito Santo , que nos revela e nos conduz.
Eu só posso agradecer ao Senhor por aquele ano de 2003. Por ser inundada profundamente pelo Seu rio de sangue, o Seu rio de águas vivas. Livre sou. Restaurada sou. Convertida e convertendo-se, sou.
Amado, sua vida é solução para os corações vazios. Seus problemas serão testemunhos para aqueles que vivem uma vida entediada. Quem foi a missa deste domingo, sabe exatamente o que estou falando.
Eu escolhi o Senhor.
Paz e bem.
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Carlena Upiati Carneiro, 26 anos, é advogada, casada há pouco mais de um ano com João Gilberto, espera seu primeiro filho. Relata nesse texto o encontro pessoal com Jesus que ocorreu durante um Seminário de Vida no Espírito Santo em 2003. Desde então é membro atuante da RCC, e atualmente é serva no Grupo de Oração de Profissionais de Brasília/DF juntamente com seu esposo.
















