| Índice do Artigo |
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| Como pregar para jovens |
| Parte I |
| Parte II |
| Parte IV |
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O Núcleo de Pregação do Ministério Jovem disponibiliza a primeira formação destinada a pregadores jovens ou que pretendam atuar na evangelização da juventude através do carisma da Pregação. Esta formação não substitui em hipótese nenhuma a formação de pregadores do ministério de pregação, ou seja, este projeto visa dar aos pregadores uma direção para pregar para os jovens. Este material também estará disponivel para download em nosso Site.
O jovem tem uma necessidade diferenciada e ao mesmo tempo é muito exigente, ou seja, é aquele que mais quer seu direito e que menos quer exercer seu dever. Por isso Deus chama também jovens para falar para sua juventude, porque o jovem tem a linguagem, enfrenta os mesmos desafios, passa pelas mesmas experiências.
-Um chamado da igreja: “Sois jovens da Igreja. Por isso Eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam por este mundo errantes, como ovelhas sem pastor.Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se. Que também eles e elas descubram os caminhos seguros dos Mandamentos e por eles cheguem até Deus”. (Bento XVI, no encontro com os Jovens no Pacaembu em Maio de 2007).
O chamado que o Papa faz a juventude é muito específico: Evangelizar os outros jovens, que andam perdidos, no erro (errantes). Pra isso nos chama a pregação. Nos chama com todo vigor de nossa juventude para anunciarmos Cristo crucificado e ressuscitado. Nossa missão é ser uma voz, assim como João Batista (Mt 3, 3), ser a voz que anuncia a salvação através de Jesus, nossa missão é convidar, porque como jovens, estamos no mesmo meio, estudamos juntos, trabalhamos juntos, vivemos no mesmo “mundo”, por isso, nosso testemunho tem força, tem a força da juventude, porque somos fortes e a palavra de Deus permanece em nós (I Jo 2, 14).
É preciso assumir com o coração essa missão. A missão de evangelizar a juventude que anda perdida é dada para os jovens que se encontraram com Jesus. É preciso testemunhar essa experiência, a grande experiência da conversão, a grande experiência do amor a Cristo.
Em 2007 a CNBB publicou um documento sobre Evangelização da Juventude (EvJ), onde ela trata repetidas vezes do termo “Protagonismo dos Jovens”. Isso quer dizer, em tudo aquilo que for feito para a evangelização dos jovens, seja em algum movimento ou mesmo numa pastoral o jovem precisa estar à frente, ou seja, jovem deve coordenar jovem, jovem deve organizar os meios de evangelização pra jovem, jovem deve pregar para jovem.
A igreja da América se pronunciou diversas vezes sobre os jovens. Em 1968, no CELAM de Medellín, os bispos diagnosticaram que os jovens não se identificam com a igreja porque não se sentem convidados a participar, identificaram ainda os jovens como sendo sinceros, autênticos e com boa aceitação do diferente. Em Medellín os bispos chamam a juventude de “símbolo da Igreja”, chamada a uma constante renovação de si mesma. Em 1979, no CELAM de Puebla, os bispos chamam a atenção para algumas características dos jovens: espírito de aventura, capacidade criadora, o desejo de liberdade e o fato de serem sinal de alegria e felicidade, exigindo autenticidade e simplicidade. Dizem nossos pastores que o papel da juventude no corpo social da Igreja é dinamizar este corpo.
A igreja deixa claro que confia nos jovens, sendo eles sua esperança. Em Puebla a Igreja da América Latina faz a opção preferencial pelos jovens, no aspecto de pastoreio e evangelização. Em 1992 em Santo Domingo O CELAM reafirmou a opção preferencial pelos Jovens, e pede uma maior inserção dos jovens na evangelização, promovendo o protagonismo dos jovens e anunciando que o Deus da Vida ama os jovens.
A Igreja não trata os jovens como o futuro da Igreja e sim como o presente, Portanto, “na evangelização da juventude está em jogo o presente e o futuro da Igreja” (EvJ, n. 70), que “evangeliza e precisa ser continuamente ser evangelizada”. (EvJ, n. 69).
















